terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nirvana II


Quando a noite se aprofunda e os seus sons vêm levemente
como poesias murumuradas à minh'alma asserenada,
eu me sinto tão volátil, tão etéreo, sem pecado,
tão envolto e tão parte de um poema transcendente e tão bonito
que chegasse de lugares tão sublimes de distância imensurável...
Eu me sinto assim qual se um cordão de encanto e sem tamanho
me ligasse aos longes pontos do infinito inexplicável
e, mais que anjo, mais que o favorito entre os serafins,
fosse, sim, parte de um Deus composto inteiro de pureza e de lirismo.
Eu, nesta harmonia, no nirvana, a colher e destilar as mais tocantes emoções.
Barão da Mata

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