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quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 8 de março de 2011
A Brusca Poesia da Mulher Amada (II)
A mulher amada carrega o cetro, o seu fastígio
É máximo. A mulher amada é aquela que aponta para a noite
E de cujo seio surge a aurora. A mulher amada
É quem traça a curva do horizonte e dá linha ao movimento dos
astros.
Não há solidão sem que sobrevenha a mulher amada
Em seu acúmen. A mulher amada é o padrão índigo da cúpula
E o elemento verde antagônico. A mulher amada
É o tempo passado no tempo presente no tempo futuro
No sem tempo. A mulher amada é o navio submerso
É o tempo submerso, é a montanha imersa em líquen.
É o mar, é o mar, é o mar a mulher amada
E sua ausência. Longe, no fundo plácido da noite
Outra coisa não é senão o seio da mulher amada
Que ilumina a cegueira dos homens. Alta, tranqüila e trágica
É essa que eu chamo pelo nome de mulher amada.
Nascitura. Nascitura da mulher amada
É a mulher amada. A mulher amada é a mulher amada é a mulher
amada
É a mulher amada. Quem é que semeia o vento? - a mulher amada!
Quem colhe a tempestade? - a mulher amada!
Quem determina os meridianos? - a mulher amada!
Quem a misteriosa portadora de si mesma? A mulher amada.
Talvegue, estrela, petardo
Nada a não ser a mulher amada necessariamente amada
Quando! E de outro não seja, pois é ela
A coluna e o gral, a fé e o símbolo, implícita
Na criação. Por isso, seja ela! A ela o canto e a oferenda
O gozo e o privilégio, a taça erguida e o sangue do poeta
Correndo pelas ruas e iluminando as perplexidades.
Eia, a mulher amada! Seja ela o princípio e o fim de todas as coisas.
Poder geral, completo, absoluto à mulher amada!
Vinícius de Moraes
segunda-feira, 8 de março de 2010
Parabéns, Mulher!
Mistério
em desejo.
Coragem.
E no medo fé.
Flor da pele.
Rosa e espinho.
Mulher.
Patty Vicensotti
em desejo.
Coragem.
E no medo fé.
Flor da pele.
Rosa e espinho.
Instinto.
Eterna.Mulher.
Patty Vicensotti
domingo, 12 de abril de 2009
Com Licença Poética
Quando nasci um anjo esbelto,
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
Esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
Sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
Acho o Rio de Janeiro uma beleza e
Ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
Já a minha vontade de alegria,
Sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
Esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
Sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
Acho o Rio de Janeiro uma beleza e
Ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
Já a minha vontade de alegria,
Sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Adélia Prado
sexta-feira, 13 de março de 2009
sou uma mulher mais ou menos
abandonada
um pouco me dou o direito
um pouco aconteceu assim
às vezes cansa ser independente
hoje me sustente não me deixe me alimente
quero alguém para pentear meus cabelos
sou uma mulher mais ou menos maltratada
um pouco por descuido
um pouco por querer
gosto da impressão esfomeada
às vezes cansa ser milionária
quero sair das páginas dos jornais
hoje me adote me faça um carinho deboche
me ponha no colo e abotoe minha blusa
me faça dormir e sonhar com o mocinho
sou uma mulher mais ou menos alucinada
um pouco foi o acaso
um pouco é exagero
hoje me expulse se irrite me bata
diga abracadabra e me faça sumir
às vezes cansa ser louca demais
mas gosto do medo que sentem
de se envolver com uma mulher assim
hoje quero alguém mais ou menos
apaixonado por mim
Martha Medeiros
domingo, 8 de março de 2009
Mulher de Minutos

Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem
Para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga
Há sementes em meu ventre
São palavras que ainda não reguei
Prefiro guardá-las em silêncio
Até que o tempo amadureça os meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos
Eu não borro os meus cílios na solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Eles são como veleiros sem direção
Porque eu estou sempre na contra-mão.
Mônica Montone
Daquelas que os segundos varrem
Para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga
Há sementes em meu ventre
São palavras que ainda não reguei
Prefiro guardá-las em silêncio
Até que o tempo amadureça os meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos
Eu não borro os meus cílios na solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Eles são como veleiros sem direção
Porque eu estou sempre na contra-mão.
Mônica Montone
Mulher Manancial
M últiplas magnitudes,
U nica unção, universal união,
L impido luzir, leve levitar,
H onra harmoniosa,
E terno ensinar, evidente encanto,
R ara realeza, rosa reluzente. Raízes, razões.
M ulher Destinada
A mor exacErbado
N aturalmente mAternal
A primorar perManente
N avegar segurO
C onstruir eteRno
I rradiando Esperanca
A lma VIva e verdadeira
L uz do mundo, anDAr sereno.
Roseane Ferreira
U nica unção, universal união,
L impido luzir, leve levitar,
H onra harmoniosa,
E terno ensinar, evidente encanto,
R ara realeza, rosa reluzente. Raízes, razões.
M ulher Destinada
A mor exacErbado
N aturalmente mAternal
A primorar perManente
N avegar segurO
C onstruir eteRno
I rradiando Esperanca
A lma VIva e verdadeira
L uz do mundo, anDAr sereno.
Roseane Ferreira
Ser Mulher

Ser mulher é poder provar que anjos não têm asas, que os espinhos às vezes são necessários para que se aprenda a respeitar a flor, que as estrelas podem ser vistas a qualquer hora do dia, que existe amor incondicional, que a natureza reuniu, num único ser, a fraqueza e a força, a doçura e a determinação, o calor e o frescor.
Ser mulher é ser poesia em verso e prosa, é compreender as palavras proferidas pelo coração, é reconhecer o valor da lágrima, é a isenção da vergonha por amar.
Ivone Carvalho
Ser mulher é ser poesia em verso e prosa, é compreender as palavras proferidas pelo coração, é reconhecer o valor da lágrima, é a isenção da vergonha por amar.
Ivone Carvalho
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