sábado, 6 de março de 2010

Sensações


Respiro fundo
para ver se alcanço o limite
da sensação que me escapa:
essa incerteza de voz
feito o eco de um grito,
que resvala e volta sem direção.
Confundo-me no ventre da noite:
há palavras que me açoitam
como se de suas asas fossem brotar labaredas
e outras que me acariciam,
sem mais nem menos, apenas para mostrar
que a ausência de luz na face
vai refletir na cor do poema.
Então, busco um sorriso naqueles dias
em que a primavera chegou antes do tempo
e escrevo...mesmo que seja só pra dizer
que há poesia num instante de silêncio.
Basilina Pereira

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