segunda-feira, 20 de abril de 2009

Amei o Amor


Ansiei o Amor.
Sonhei-O
Uma vez, outra vez (Sonhos Insanos)!
E desespero haja maior não creio
Que o da esperança dos primeiros anos.

Guardo nas mãos, nos lábios
guardo em meio do meu silêncio, aquém dos olhos profanos,
Carícias virgens, para quem não veio
E não virá saber dos meus arcanos

Desilusão tristíssima, de cada momento
Infausta e merecida sorte
de ansiar o Amor e nunca ser Amada

Meu beijo intenso e meu abraço forte
com que pesar penetrareis o Nada
levando tanta vida para a Morte...
GIlka Machado