sábado, 28 de fevereiro de 2009

XXXIV



XXXIV
Esta chuva tem uma melancolia
de úmidas árvores, de pálidas luas,
de aromas sonâmbulos no tempo.
Um frêmito perpassa os ruídos
e bate à porta de meu silêncio
e entra.

Algo em mim, eu sinto,
chama as almas
que de outros reinos
isentas de voz me chegam.
(Eu sou o dócil instrumento
daquelas naturezas dormentes
que agora, eu sei,
me são algo de dentro)
Fernando Campanella


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