quinta-feira, 21 de abril de 2011

Elegia


Nem os dias longos me separam da tua imagem.
Abro-a no espelho de um céu monótono, ou
deixo que a tarde a prolongue no tédio dos
horizontes. O perfil cinzento da montanha,
para norte, e a linha azul do mar, a sul,
dão-lhe a moldura cujo centro se esvazia
quando, ao dizer o teu nome, a realidade do
som apaga a ilusão de um rosto. Então, desejo
o silêncio para que dele possas renascer,
sombra, e dessa presença possa abstrair a
tua memória.
Nuno Júdice

3 comentários:

  1. Sil, o seu blog é lindo, bem como esta postagem que achei magnífica. É como se estes grandes escritores das fotos morassem aqui de certa forma. Lindo isso! Parabéns!

    “Que a escrita me sirva como arma contra o silêncio em vida, pois terei a morte inteira para silenciar um dia” (Jefhcardoso)

    Convido para que leia e comente meu “O Articulista Psicografado” no http://jefhcardoso.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. Oi Sil, lindo poema... Maravilhoso! Saudades de estar por aqui!!!!! Ótima tarde pra ti, muitos beijinhos bye

    ResponderExcluir
  3. Olá Sil, este poema é maravilhoso! Tenha um ótimo domingo; bjs!

    ResponderExcluir