segunda-feira, 1 de março de 2010

Paraiso


Aberta ao mundo como um grande ouvido
- nada entre o buscado e o buscador -,
senta-se a criança no degrau de pedra
e olha.

Ela é inteiramente o que contempla:
não a flor, mas o espaço fora
das coisas.
Nessa liberdade
sua pequena mão contorna desenhos
que nem a minha lucidez
alcança.

Não quero indagar se faz sentido,
nem a chamo para o cotidiano:
nada que eu lhe possa mostrar
vale o seu olhar
de agora.
Lya Luft

Um comentário:

  1. Oiiie

    Blog maravilhoso e poesias lindíssimas...
    Simplesmente ADOREI...!!!

    Tb tenho um blog e gostaria que vc desse uma passadinha por lá para conhece-ló..
    http://lifranzoni.blogspot.com/
    Aguardo sua visitinha..

    Bjinhu

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