sábado, 24 de outubro de 2009

Sinto-me Dispersado

Sinto-me dispersado
Em areia, alga, vento.
Que ficou do passado,
se o que resta é o momento?

Uma caricia vaga,
indecisa, procura
o que a memória apaga;
e de tudo perdura

leve aragem, não mais,
docemente soprando
junto às margens de um cais
que está sempre esperando.
Alphonsus de Guimaraens Filho

2 comentários:

  1. Sil
    Um lindo poema, triste, mas lindo.
    Tenha um bom domingo.
    bjs

    ResponderExcluir
  2. Triste a imagem da espera sem esperança.
    Um abraço e uma boa semana

    ResponderExcluir