domingo, 6 de setembro de 2009

Tempo Trans-verso


Meu verso é chão de caminho diverso
Retiro azul do meu pensar
Fome e sede – dores que não sei... Pressenti.
Gula do sol de teu céu desancorado
Adoçante mar
Frouxas verdades empinando-se pro futuro
Soluçantes presenças de pretéritos expiados
Inacabados ais.

Meu verso foi grito de rua
Pra que lembrasse de mim os que me viram passar
Pra que coubessem em mim todos os que amei
Por isto destravo nesta hora este canto entre amarras.

Meu verso é tempo que não meço
Vai por aí por onde nem sempre vou
É rio corroendo barrancos, margens que me viajam
Águas assanhadas que me trazem cobiças
Penetrando meus ossos
Sonhos doídos, moídos de amor. Destroços.
E eu navegando... Navegue assim.
Fernando Magno

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