terça-feira, 7 de abril de 2009

Eu, Poesia



Nasci poesia,
numa tarde sem lua.
nem sei se merecia;
me criei na rua
encantada,
onde tem um jardim de acácias.
abençoado por pássaros, fada;
jurado de versos.
me fiz canto,
brinquei com rimas,
remei em lagos azuis.
no meu canto
lidei com sonetos,
trovas, acrósticos.
redondilhas, duetos.
tanto disse de amor,
amor me transformei.
nas noites de brilho,
declamei estribilhos,
fui poeta, mutante, rei.
mas que ironia...
por overdose,
ou virose
morri poesia!...
Gustavo Drummond

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