terça-feira, 24 de março de 2009

Soneto da Rosa


Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como o astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.

E da fragrante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora

Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude

Para que o sonho viva da certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.
Vinícius de Moraes

Um comentário:

  1. "O valor das coisas
    não está no tempo
    em que elas duram,
    mas na intensidade
    com que acontecem...
    Por isso existem
    momentos inesquecíveis,
    coisas inexplicáveis e
    pessoas incomparáveis"...
    Assim
    Como você...
    Te Adoro...........

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